ARTE NO BRASIL

Por: Larissa Delfini Rocha


Essa exposição se encontra na Pinacoteca de São Paulo e, como o próprio título já induz, ilustra a história da arte no brasil e mostra os principais períodos nos quais ela se desenvolveu. A exposição tem uma grande variedade de pinturas, desenhos dentro de gavetas e até algumas esculturas que mostram os recursos estilísticos dos artistas e temas abordados desde o período colonial ao século XX, mais precisamente até a década dos anos 30. A todo o momento é colocado em contraste as diferenças entre o estilo formal das academias de arte e seu ideal de beleza em relação ao modernismo e sua maneira mais liberal e também original de representação.


Trecho retirado do panfleto da exposição:

Seguindo a ordem cronológica, a exposição se articula a partir de dois eixos temáticos, essenciais na constituição e compreensão do desenvolvimento das práticas artísticas no país. De um lado, a formação de um imaginário visual no Brasil – o conjunto de imagens sobre ele e as relações e os sentidos que produzem -, levando em conta tanto a contribuição dos viajantes estrangeiros dos séculos XVII ao XIX, que forjaram as primeiras representações para o mundo, como as questões decorrentes da Independência e da República, que afirmaram uma identidade nacional e uma arte brasileira, e que marcaram também a primeira geração de modernistas. De outro lado, a formação de um sistema de arte no país – ensino, produção, mercado, críticas e museus – iniciado com a vinda da Missão Artística Francesa, a criação da Academia Imperial de Belas Artes e o programa de Pensionato Artístico.


 Achei fantástica a forma com que essas diferenças  abordadas. As salas do segundo andar inteiro estão cheias de obras dessa mesma exposição, mas as obras dos períodos estão misturadas, porém organizadas, para gerarem um estranhamento, questionamento e reflexão sobre a forma de fazer arte moderna e a  arte clássica. Em cada sala há uma obra de cada um dos dois períodos e uma explicação breve, clara e objetiva sobre os temas dessas duas obras que são muito parecidos mas com uma abordagem e um estilo totalmente diferentes uma da outra. É uma explicação quase didática e uma forma de aprender arte sem estar necessariamente numa instituição de ensino como a faculdade ou a escola.  Isso é legal porque a exposição é acessível, de fácil entendimento e muito rica em conteúdo. Além disso, é possível perceber que não há uma exaltação maior de nenhum dos dois períodos. Isso quer dizer que cada momento (clássico e moderno) foi fundamental e ambos trouxeram muitos pontos positivos, mesmo com suas diferenças. A arte foi mudando de acordo com o contexto social e com a necessidade de cada sociedade. Mas, inevitavelmente, a arte também foi mudando as pessoas e também as maneiras de ver e apreender o mundo.

Ferrez, Zépherin

Ferrez, Zépherin

Dunas

Bernadelli, Henrique

Bernadelli, Henrique

Sagall, Lasar

Sagall, Lasar

Ianelli, Arcangelo

Ianelli, Arcangelo

Maurício, Virgílio

Maurício, Virgílio

Portinari, Candido

Portinari, Candido

paisagem

Barbosa, Dario Villares

Barbosa, Dario Villares

selfie

Alexandrino, Pedro

Alexandrino, Pedro

Júnior, Almeida

Júnior, Almeida

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