Deuses e Madonas – A arte do sagrado.

Por: Bárbara Lins

Esta havendo no acervo do Museu de Arte de São Paulo (MASP) a amostra Deuses e Madonas – A arte do sagrado, o universo sagrado da cultura ocidental, com quarenta obras, concebida pelos curadores Teixeira Coelho e Denis Molino, a maioria do século XIV e XXI. O São Jerônimo Penitente no Deserto, que o jovem Andrea Mantegna concluiu em 1451 e foi uma das principais obras na maior retrospectiva do autor, realizada em 2008 em Paris, no Louvre, e agora está de volta ao MASP depois de restaurada pela equipe do museu francês de Paris.

Com o tema Numinoso (não se traduz em palavras, mas pode manifestar-se em imagens, como na arte. Aquilo que não pode ser traduzido em conceitos, que vai além do que é apenas moral.) Abordando a idéia do sagrado, uma relação do ser humano, da vida e do mundo, que pertence ao campo do indizível, fugindo do racional. O assunto central da amostra é a arte e seus códigos de representação da realidade e do imaginário.

Deuses e Madonas – A arte do sagrado, traz ainda obras como El Greco (Anunciação, de 1600); Delacroix (As quatro estações, 1856); Botticelli (Virgem com o Menino e São João Batista Criança, c. 1490); Tintoretto (Ecce Homo ou Pilatos Apresenta Cristo à Multidão, c. 1546); Rafael (A Ressurreição de Cristo, 1499 – 1502), entre outras.

Durante a amostra, três obras chamaram mais minha atenção, A Virgem do Véu Azul de Jean-Auguste-Dominique Ingres, a estátua em mármore Diana Adormecida, de Giuseppe Mazzuli, e a Virgem com o Menino e São João Batista criança, por suas formas, cores e a sensação espiritual que passam.

 

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A Virgem do Véu Azul, usa a simbologia das cores do cristianismo primitivo: o vermelho do vestido alegoriza a vida, o sangue, considerado ainda a cor da caridade. O azul do véu  é emblema. a Virgem habita o celeste como Rainha do Céu.  Disso resulta uma simbólica dualista, corpo e alma, material e imaterial, que se exprime na imagem.

A Virgem do Véu Azul, usa a simbologia das cores do cristianismo primitivo: o vermelho do vestido alegoriza a vida, o sangue, considerado ainda a cor da caridade. O azul do véu é emblema. a Virgem habita o celeste como Rainha do Céu. Disso resulta uma simbólica dualista, corpo e alma, material e imaterial, que se exprime na imagem.

Virgem com o Menino e São João Batista Criança

Virgem com o Menino e São João Batista Criança

Diana Adormecida Estátua de mármore/marble

Diana Adormecida
Estátua de mármore/marble

Local: Museu de Arte de São Paulo (MASP), Av. Paulista, 1578. (2o andar)

Valor: 7,00 meia, 15,00 inteira.

De terça a domingo: das 10h às 18h. (bilheteria aberta até 17:30)

Quinta: das 10h às 20h. (bilheteria aberta até 19:30)

Sem previsão de encerramento da amostra.

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