ARTE NO BRASIL

Por: Larissa Delfini Rocha


Essa exposição se encontra na Pinacoteca de São Paulo e, como o próprio título já induz, ilustra a história da arte no brasil e mostra os principais períodos nos quais ela se desenvolveu. A exposição tem uma grande variedade de pinturas, desenhos dentro de gavetas e até algumas esculturas que mostram os recursos estilísticos dos artistas e temas abordados desde o período colonial ao século XX, mais precisamente até a década dos anos 30. A todo o momento é colocado em contraste as diferenças entre o estilo formal das academias de arte e seu ideal de beleza em relação ao modernismo e sua maneira mais liberal e também original de representação.


Trecho retirado do panfleto da exposição:

Seguindo a ordem cronológica, a exposição se articula a partir de dois eixos temáticos, essenciais na constituição e compreensão do desenvolvimento das práticas artísticas no país. De um lado, a formação de um imaginário visual no Brasil – o conjunto de imagens sobre ele e as relações e os sentidos que produzem -, levando em conta tanto a contribuição dos viajantes estrangeiros dos séculos XVII ao XIX, que forjaram as primeiras representações para o mundo, como as questões decorrentes da Independência e da República, que afirmaram uma identidade nacional e uma arte brasileira, e que marcaram também a primeira geração de modernistas. De outro lado, a formação de um sistema de arte no país – ensino, produção, mercado, críticas e museus – iniciado com a vinda da Missão Artística Francesa, a criação da Academia Imperial de Belas Artes e o programa de Pensionato Artístico.


 Achei fantástica a forma com que essas diferenças  abordadas. As salas do segundo andar inteiro estão cheias de obras dessa mesma exposição, mas as obras dos períodos estão misturadas, porém organizadas, para gerarem um estranhamento, questionamento e reflexão sobre a forma de fazer arte moderna e a  arte clássica. Em cada sala há uma obra de cada um dos dois períodos e uma explicação breve, clara e objetiva sobre os temas dessas duas obras que são muito parecidos mas com uma abordagem e um estilo totalmente diferentes uma da outra. É uma explicação quase didática e uma forma de aprender arte sem estar necessariamente numa instituição de ensino como a faculdade ou a escola.  Isso é legal porque a exposição é acessível, de fácil entendimento e muito rica em conteúdo. Além disso, é possível perceber que não há uma exaltação maior de nenhum dos dois períodos. Isso quer dizer que cada momento (clássico e moderno) foi fundamental e ambos trouxeram muitos pontos positivos, mesmo com suas diferenças. A arte foi mudando de acordo com o contexto social e com a necessidade de cada sociedade. Mas, inevitavelmente, a arte também foi mudando as pessoas e também as maneiras de ver e apreender o mundo.

Ferrez, Zépherin

Ferrez, Zépherin

Dunas

Bernadelli, Henrique

Bernadelli, Henrique

Sagall, Lasar

Sagall, Lasar

Ianelli, Arcangelo

Ianelli, Arcangelo

Maurício, Virgílio

Maurício, Virgílio

Portinari, Candido

Portinari, Candido

paisagem

Barbosa, Dario Villares

Barbosa, Dario Villares

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Alexandrino, Pedro

Alexandrino, Pedro

Júnior, Almeida

Júnior, Almeida

Face Andina

Face Andina e uma exposicao de Martin Chambi, um fotografo Peruano.

Bibliografia:

Martjn Chambi((1891-1973), de origem camponesa, masceu mo povoado de cosa , provincia de Carabaya,no Peru.Inicou-se na fotografia ainda jovem . Em Arequipa em 1908, teve como mestre Max T.Vargas,um celebre fotografo local. Chambi dedicou-se a registrar a populacao nativa do Peru ,foi um dos primeiros a fotografar Macho Picho.image image image

Chambi entendeu o Peru como uma nacao mestica e multicultural,rica em diversidade.  Tinha como objetivo mesclar a tradicao europeia. Chambi lancou um olhar antropologicoe simultaneamente terno sobre o lado mais esq uecido do pais .image image

O olhar do fotografo tem uma especie de frescor pos-colonial que impoe profundidade magia e oersonalidade aos retratos de pessoas ,paisagens e monumentos aruiologicos.

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As 88 imagens de Chambi que integram o acervo do intituto Moreira Salles, que podem ser vistas nessa exposicao, sao do archivo fotografico de Martin Chambi entre 1919-1948.

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Exposicao-Face Andina

Se encontra junto ao banco Itau em frente a praca Buenos Aires

Custo: Gratis

Horario: Das 13 as 18 horas de terca a sabado

Por :Aline Fucs

A MAIOR COLEÇÃO DE ARTE MODERNA DO MUNDO

Por: Marianna Troccoli


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Em busca de arte pelas ruas de NY, fui visitar o MoMa (Museum of Modern Art). Este museu abrange tudo aquilo que pode ser considerado como Arte Moderna, sendo constituído de andares arquitetônicos que divulgam novas tendências ao público nova-iorquino. O museu é dividido em vários departamentos, atraindo diversos gostos, principalmente o meu. Aparecem por lá, os departamentos de filmes e vídeos, fotografia, pintura, escultura, peças de design, desenhos e imagens e livros ilustrados.

Logo no primeiro momento, avistei um quadro que me chamou a atenção por conta das cores fortes e vibrantes, partindo de uma explosão de cores que causa uma sensação enérgica de tamanha intensidade para quem vê, dando forma à um desenho de forma marcante, e viva.

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Em seguida, quadros constituídos por recortes de revistas, fotografias de pessoas, animais, etc. Que preenchidos por muita informação, levam a uma percepção de confusão.

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O que mais me despertou interesse dentro deste museu foi o departamento de Pop Art. Sempre demonstrei interesse neste movimento artístico por conta de seus artistas buscarem inspiração na cultura de massas, criticando a vida, que passou a ser cada vez mais consumista. É incrível perceber que este movimentos tenha exercido tamanha influência no mundo artístico e influenciado o grafismo e os desenhos relacionados à moda, ao utilizar-se de cores vivas, e repetir várias vezes o mesmo objeto ou pessoa.

Resolvi citar Andy Warhol como o maior representado da Pop Art. É muito interessante o uso de conceitos de publicidade presentes em suas obras de artes plásticas. Ele reforça o uso de cores fortes e brilhantes, que particularmente são da minha preferência. Este artista plástico dá enfoque nos objetos de consumo e temas do cotidiano, além de reproduzir rostos em série de personalidades da época como a estrela Marilyn Monroe, através de serigrafia.

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Em “Campbell’s Soup can” (1968), cada uma das trinta e duas telas repousava sobre um prateleira montado na parede, como mantimentos em uma loja. O número de quadros corresponde as variedades de sopa, vendidos pela Campbell soul company. Parece que Andy Warhol atribuía um sabor diferente para cada quadro, referindo-se a uma lista de produtos fornecidos por Campbell. Aqui eles são organizados em linhas que refletem a ordem cronológica em que foram introduzidos, começando com “tomate” no canto superior, tudo torna-se repetição, assim como consumir.

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Em “Gold Marilyn Monroe” (1962), Andy Warhol fez essa obra no ano em que Marilyn Monroe cometeu suicídio. Ele pintou a tela em ouro e serigrafia fazendo com que o rosto da estrela ficasse no centro da composição. Ao duplicar uma fotografia conhecida por milhões de pessoas, Andy Warhol fez da singularidade e autenticidade,característica do retrato tradicional, apresentando a estrela Marilyn Monroe.

Como mestre da justaposição de imagens montadas em grandes painéis, encontra-se James Rosenquist.

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Em “Marilyn Monroe, I” (1962), James Rosenquist, homenageando a atriz logo após seu suicídio em 1962, James Rosenquist faz com que sua imagem fique invertida, e fragmentada. Sendo ícone da tela e símbolo sexual Marilyn Monroe era um tema favorito de muitos artistas pop, e ela aparece com destaque em mais de quinze obras no museu. Tornando-se exemplo de cultura popular.

Ainda são vistos no andar de Pop Art trabalhos como “Men”

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E peças de design um tanto quanto exóticas…

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Para quem gosta do ORIGINAL… aqui é o lugar CERTO! 

 Localização Midtown Manhattan, New York City at Avenue 11 West 53 Street  (Entre a 5th e a 6th Avenue)  (212) 708-9400

Horário Galerias abertas de sábado a quinta-feira das 10h30 às 17h30; sexta-feira das 10h30 às 20h00; quintas-feiras em julho e agosto das 10h30 às 20h00. Fechado no Dia de Ação de Graças e Natal.

Ingresso Adultos US$25; terceira idade (acima de 65 anos com identidade) US$18; estudantes (integral com carteira atual) US$14; crianças (até 16 anos) gratuito. A entrada é gratuita para todos os visitantes durante as Free Friday Nights, toda sexta-feira entre 16h00 e 20h00.

VALE A PENA CONFERIR!

http://www.moma.org

Blumenfeld Studio

Por: Maria Clara Leal

Erin Blumenfeld nasceu em Berlim em 1897, comecou a fotografar em quando ainda morava em Amsterda, mas foi em Paris, cidade para qual que se mudou em 1935, que foi apresentado para o mundo da moda e para a Vogue francesa por Cecil Beaton. Em 1941 se mudou para Nova York com a familia para fugir da guerra e la se consagrou com um dos melhores fotografos de moda da epoca, colaborando com revistas como Vogue, Harpers Bazaar e Cosmopolitan.

A exposicao Blumenfeld Studio: New York 1941-1960, tem curadoria de sua neta, Nadia Blumenfeld e reune fotografias de moda, campanhas publicitarias, retratos de personalidades, cartazes de propaganda e experimentos reconhecidos pelos avancos tecnicos para a epoca.

Seu trabalho, altamente inovador para a epoca, se utilizava de cores fortes e estilo proprio, sempre tendo a arte como grande influencia!

Imperdivel para quem gosta de moda e fotografia.

Quando: de 29/10 a 18/1/2015

Onde: MAB – FAAP

Horario: De terça a sexta-feira, das 10h às 20h
Aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h
(Fechado às segundas-feiras, inclusive quando feriado)

Entrada: gratuita

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NATUREZA DO BRASIL POR BIA DORIA

Por: Victoria Villas

A galeria de arte Bia Doria existe a 4 anos e representa a diversidade, o vigor e a qualidade da arte contemporânea brasileira e internacional.

A galeria funciona de segunda á sexta feira, das 10hs as 18hs, e sábado das 10hs as 14hs, com estacionamento gratuito no local.

INTRODUÇÃO 1

Galeria:

Endereço: Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1802 – Jardim Europa – 01442-001

Telefone: 3063-0577 ou 3063-0572

Ateliê:

Endereço: Rua Bras Melilo, 91- Vila Nova Conceição – 04537-001

Telefone: 3842-7994

Site: www.biadoria.com.br

e-mail: bia@biadoria.com.br

Biografia

Bia Doria fazia suas primeiras incursões do mundo das artes em seu vinhedo quando criança, durante a colheita de uva, pintava os caules das videiras com a casca da uva madura para formar um jardim de esculturas vivas.

A partir de 2002, seu foco de interesse voltou-se para o estudo das formas da natureza e da flora brasileira. Admiradora do trabalho do escultor Frans Krajcberg, fez dele seu mestre e inspirador. A convivência com o escultor consolidou na artista um caminho em direção a arte, atenta a necessidade de evolução do homem.

Bia Doria tem na natureza a matéria-prima e o motivo de seu trabalho. Suas peças são identificadas por suas obras feitas a partir de resíduos de floresta de manejo, produtos sustentáveis e arvores nativas resgatadas em queimadas, desmatamentos, fundo de rios, barragens, entre outros. Suas criações são desenvolvidas com muita inovação dentro do que sua imaginação identifica como formas da natureza, e por isso se autodenomina uma representante da arte contemporânea sustentável.

As esculturas de Bia Doria buscam a expansão da consciência, uma invenção espacial das formas das flora. “ São materiais difíceis de serem trabalhados”, diz Bia. “ Necessitam de cuidados especiais, desde a higienização até sua preservação, portanto é um demorado processo de elaboração. Eu me identifico com esta matéria-prima, é uma troca permanente, que começa no tato e permanece enquanto descubro a forma que se esconde no dialogo que a natureza me transmite.”

A motivação da artista é resgatar a historia do Brasil através da exuberante natureza.

Palavras-chave sobre a obra da artista: Sensível, delicada, feminina, ousada, densa e criativa.

 

Algumas séries realizada pela artista:

Série Bailarinas:

SÉRIE BAILARINAS

Entre na densa floresta e procure sair dela em uma hora. A natureza selvagem nos envolve como em um balé de mistério. Somente quem vive nas profundezas da mata, como os indígenas e os caboclos, têm a sabedoria dos pajés na catedral verde. Nesta série observa-se plasticidade das madeiras em estado germinal. Coube á escultura dar forma definitiva ao que já estava praticamente pronto. Destaca-se a volumetria monumental notadamente na capacidade de transmitir emoções diretas. O estado de leveza absoluta remete ao balé dos galhos tocados pelo vente.

Floração:

FLORAÇÃO 1

Nesta série as flores nascem das paredes com a mesma naturalidade que florescem nos campos, florestas e montanhas. São vermelhas, brancas, negras, multicoloridas.

FLORAÇÃO 3

A matéria-prima de sua arte vem do alto das copas como os fungos sólidos. Em uma manifestação barroca de flores surpreendem pela diversidade.

FLORAÇÃO 2

Elas são alongadas, curvas, eretas, cheias, vazadas, enfim, multifacetadas no original esplendor da natureza.

Rios que correm pelas paredes:

RIOS QUE CORREM PELA PAREDE 2

Nas esculturas de parede de Bia, relevo e sombra conversam com a obra do mestre Frans Krajcberg, mas recebem um toque diferente na sustentação da sombra em grandes quadros bem como nas formas verticais, horizontais e curvas da artista.

RIOS QUE CORREM PELA PAREDE

As raízes, cipós e demais materiais orgânicos são integralmente limpos, dando um polimento mais refinado. Sua técnica é a do tratamento e do acabamento final mais feminino e detalhado, priorizando a durabilidade da madeira.

RIOS QUE CORREM PELA PAREDE 3

São nuances, mas que com um olhar atento consegue captar com acuidade. A fonte das esculturas de parede é a multiplicidade das formas in natura, nas quais desafiam a gravidade com graça e leveza.

Materiais: Madeira, bronze, resina, mármore e pó de mármore.

MADEIRA

BRONZE

(A obra a cima, feita de bronze tingido, foi leiloada com parceria do programa CQC para arrecadação beneficente à uma escola no Pará.)

RESINA

Cores: vermelho, verde, amarelo, azul, grafite, roxo, mostarda, negro, branco, e pode ser encontrado no centro do olhar.

Algumas exposições já realizadas por Bia Doria:

  • 2011 – Shopping Cidade Jardim – SP
  • 2012 – Design Brasil – Hotel Hilton SP
  • 2012 e 2013 – Art Basel Miami/Florida
  • 2014 – Santa Ceia – Conjunto Nacional SP
  • 2014 – Natureza do Brasil por Bia Doria – Ribeirão Shopping em Ribeirão Preto – SP
  • 2014 – Lançamento do documentário “Raízes do Brasil”

Deuses e Madonas – A arte do sagrado.

Por: Bárbara Lins

Esta havendo no acervo do Museu de Arte de São Paulo (MASP) a amostra Deuses e Madonas – A arte do sagrado, o universo sagrado da cultura ocidental, com quarenta obras, concebida pelos curadores Teixeira Coelho e Denis Molino, a maioria do século XIV e XXI. O São Jerônimo Penitente no Deserto, que o jovem Andrea Mantegna concluiu em 1451 e foi uma das principais obras na maior retrospectiva do autor, realizada em 2008 em Paris, no Louvre, e agora está de volta ao MASP depois de restaurada pela equipe do museu francês de Paris.

Com o tema Numinoso (não se traduz em palavras, mas pode manifestar-se em imagens, como na arte. Aquilo que não pode ser traduzido em conceitos, que vai além do que é apenas moral.) Abordando a idéia do sagrado, uma relação do ser humano, da vida e do mundo, que pertence ao campo do indizível, fugindo do racional. O assunto central da amostra é a arte e seus códigos de representação da realidade e do imaginário.

Deuses e Madonas – A arte do sagrado, traz ainda obras como El Greco (Anunciação, de 1600); Delacroix (As quatro estações, 1856); Botticelli (Virgem com o Menino e São João Batista Criança, c. 1490); Tintoretto (Ecce Homo ou Pilatos Apresenta Cristo à Multidão, c. 1546); Rafael (A Ressurreição de Cristo, 1499 – 1502), entre outras.

Durante a amostra, três obras chamaram mais minha atenção, A Virgem do Véu Azul de Jean-Auguste-Dominique Ingres, a estátua em mármore Diana Adormecida, de Giuseppe Mazzuli, e a Virgem com o Menino e São João Batista criança, por suas formas, cores e a sensação espiritual que passam.

 

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A Virgem do Véu Azul, usa a simbologia das cores do cristianismo primitivo: o vermelho do vestido alegoriza a vida, o sangue, considerado ainda a cor da caridade. O azul do véu  é emblema. a Virgem habita o celeste como Rainha do Céu.  Disso resulta uma simbólica dualista, corpo e alma, material e imaterial, que se exprime na imagem.

A Virgem do Véu Azul, usa a simbologia das cores do cristianismo primitivo: o vermelho do vestido alegoriza a vida, o sangue, considerado ainda a cor da caridade. O azul do véu é emblema. a Virgem habita o celeste como Rainha do Céu. Disso resulta uma simbólica dualista, corpo e alma, material e imaterial, que se exprime na imagem.

Virgem com o Menino e São João Batista Criança

Virgem com o Menino e São João Batista Criança

Diana Adormecida Estátua de mármore/marble

Diana Adormecida
Estátua de mármore/marble

Local: Museu de Arte de São Paulo (MASP), Av. Paulista, 1578. (2o andar)

Valor: 7,00 meia, 15,00 inteira.

De terça a domingo: das 10h às 18h. (bilheteria aberta até 17:30)

Quinta: das 10h às 20h. (bilheteria aberta até 19:30)

Sem previsão de encerramento da amostra.

O mundo Daliniano

O Instituto Tomie Ohtake recebe de 19 de outubro à 11 de janeiro a exposição Salvador Dalí AUTORRETRATO e AUTOBIOGRAFIA.

O acervo conta com 24 pinturas, 135 gravuras e desenhos, 16 fotos e 39 documentos.

O Instituto Tomie Ohtake fica na Av. Faria Lima nª 201- entrada pela rua Coropés- Pinheiros São Paulo SP.

Aberto das 11 às 20 horas- Entrada Gratuita

Comentário: as obras, lá presentes, me deixaram ainda mais fascinado pelo “mundo Daliniano”, a profundidade representada em cada trabalho continuará encantando multidões pelas próximas gerações.

É notável a influência freudiana em suas composições, os objetos fálicos, as formas do inconsciente e o movimento Surrealista em geral são prova do impacto gerado pelos conceitos da psiquê no mundo da arte.

Homem com a cabeça nas nuvens  Óleo sobre papel cartão

Homem com a cabeça nas nuvens
Óleo sobre papel cartão

Um Exercício de Liberdade e Afirmação , 1988 – 2014 Paintings

 Por Rafael Campacci


Ontem dia 21, de Outubro fui para o MASP ver a exposiçāo do artista contemporâneo e cineasta Julian Schnabel,  ele é americano, de Nova Iorque. A liberdade referente ao titulo de sua exposição faz referencia a própria liberdade artística imposta pelo período e pelo seu próprio modo de pintar, que nao se prende em apenas um estilo de linguagem, mas sim dentro do campo abstrato e do campo figurativo. Julian permite que a natureza se aposse de sua obra e isso faz com que ele tenha maior contato com sua vida, trazendo assim a afirmação que ele cita.

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        Em sua exposicao possue muitas obras que fazem referencia principalmente ao mar, barcos bandeiras e etc, com pecas que variam desde fotografias com aplicacao de tinta, tecidos de velas de embarcacoes, quadros abstratos entre outros, mas o que todas tem em comum é o tamanho, gigantescas, com obras que chegam a aproximadamente 4 metros quadrados, isso é uma estimativa, uma vez que nao continham as medidas nas obras, a grandeza fisica dessas obras representam a natureza e a vida, que é justamente seu foco principal.
"No dia em que Cy morreu"- 2011, gesso e lona militar, sem info. das dimensões.

“No dia em que Cy morreu”- 2011, gesso e lona militar, sem info. das dimensões.

"Manual de navegação" - 2013, jato de tinta sobre poliéster, nao possui informações sobre dimensões.

“Manual de navegação” – 2013, jato de tinta sobre poliéster, nao possui informações sobre dimensões.

Lugar da exposição: MASP (Museu de Arte de Sao Paulo Assis Chateaubriand).

Endereço: Av. Paulista, 1578 (proximo a estação do metro “Trianon/Masp), Bela Vista – Centro
São Paulo.

Telefone do MASP: (11) 3251-5644.

Funcionamento do MASP: Terça- feira (entrada franca) a domingo e feriados, das 10h às 18h (bilheteria ate 17h30). Quinta- feira das 10h às 20h (bilheteria ate 19h30).

Duração da exposição: De 4 de setembro a 7 de dezembro.

Cidade Invisiveis por Igor Borges Yang

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Sem que percebêssemos as grandes metrópoles se tornam invisíveis aos nossos olhos. A invisibilidade de cada cidade é proporcional ao seu tamanho, ou seja, quanto maior a cidade mais invisível ela fica diante daqueles que moram nela. Cada um de nos vive em uma área delimitada o que nos restringe a conhecer a cidade toda, exploramos poucas fronteiras alem das nossas fazendo com sejamos poucos conhecedores da grande metrópole em que vivemos.

A exposição Cidades Invisíveis apresenta dezenas de fotos de diferentes décadas, o interessante das obras ali presentes é que elas nos mostram muitas coisas das quais nos não percebemos no nosso dia a dia e de perspectivas diferentes. A exposição esta no MASP apresenta dezenas de fotos de cidades do mundo todo e de diferentes artistas, entre eles: Cláudia Andujar, Geraldo de Barros, Gautherot, José Medeiros, Miguel Rio Branco, Thomas Farkas, Pierre Verger,  German Lorca.

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O artista José Meideiros apresentou a foto mais interessante na minha humilde opinião, claro que dentro do acervo existem ótimas fotografias, mas a foto de José alem de afirmar a grandeza da cidade mostra a correria no cotidiano do povo brasileiro. Todas as fotos me deixaram fascinado, os artistas conseguiram mostrar o lado oculto das cidades em poucas fotografias o que é fantástico, vale a pena ir ate o MASP e dar uma olhada.

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Local: MASP ( Av. Paulista, 1578, São Paulo – SP, 01310-200 ).

Período da Exposição: A partir de 16 de agosto sem previsão de encerramento.

Horário: De 3ªs a domingos e feriados, das 10h às 18h. Às 5ªs: das 10h às 20h. A bilheteria fecha meia hora antes.

Ingresso: R$ 15,00. Estudantes, professores e aposentados com comprovante: R$ 7,00. Acesso gratuito a todos às terças-feiras e para visitantes com até 10 anos e acima de 60 anos.

O Triunfo do Detalhe e depois, nada

Por: Luiz Guilherme Lins

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Em uma das áreas do Museu de Arte de São Paulo (MASP) está havendo uma exposição de obras de diversos artistas, sendo esta composta pelo próprio acervo de artes do museu, não tendo consequentemente uma data de término. Como o nome nos indica, o principal aspecto analisado nessa exposição é o desenvolvimento das artes juntamente à influência do detalhe nestas.

Primeiramente, da Antiguidade à segunda metade do século XIX, o valor e admiração à arte era atribuído de acordo com a perfeição e com o quanto tal arte se aproximava da realidade, características constituídas por meio da utilização de detalhes.

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A partir de meados do século XIX, o mundo começava a perder suas linhas e contornos estáveis e com isso se dissolvia a imagem do mundo e o próprio detalhe.

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No início do século XX, o caminho central para a arte não era mais feito com foco nos detalhes. Com o abstracionismo geométrico e o informal, a proposta do Impressionismo é magnificada; e, com o conceitualismo, a obra mostra-se como todo sem detalhes, sem partes.

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Ao passo em que eu observava as obras, organizadas e distribuídas a partir de seu contexto histórico, ia relembrando das aulas de Análise da Imagem e de História da Arte que tivemos nos semestres anteriores, e tudo aquilo que nos foi ensinado sobre essa longa evolução artística.

Gostei muito dessa exposição, principalmente por ir aos poucos rememorando e relacionando tudo aquilo que aprendi. Quando acabei de ver todas as artes, percebi que tinham obras que eu havia gostado mais do que outras, porém percebi também que não havia como eu avaliá-las ou chegar à uma conclusão quanto a qualidade ou importância delas.

Contudo, notei que estava sendo de certa forma imparcial e questionador em relação às artes, chegando à salutar dúvida gerada pela auto-crítica: “O que é arte?”

Local: Museu de Arte de São Paulo

Endereço: Av. Paulista, 1578, São Paulo – SP, 01310-200

Período de exposição: Permanente

Horários de acesso: De terça a domingo, das 10:00 às 18:00

Entrada: Gratuita